Roupas pretas, gosto pela melancolia, tristeza,
fazer saraus em cemitérios... Estas podem ser as características para se definir
uma pessoa gótica. Mas será que realmente existe uma definição?
Mas pode-se dizer que os góticos gostam da noite, da vida e
também da morte, da literatura, da arte, da solidão, do ocultismo, do amor. O
mundo dos góticos não pode ser muito caracterizado, cada um define-se de uma
maneira. Segundo Leandro Formagi, o Coruja, "o verdadeiro gótico é aquele
que consegue enxergar a arte por trás da escuridão. É aquele que consegue
transformar a tristeza e a melancolia em poesia". Já Ana Lucia Bertolani,
acredita que quem tem a poesia obscura na alma e encontra refúgio na música,
arte e estilo de vida que expressa obscuridade poética, pode se considerar
gótico. Segundo muitos góticos a confusão chega a ser tanta que alguns já a
ouviram perguntas absurdas como se góticos bebem sangue de criancinhas, se
dormem em caixão, se é muito usado magia negra ou necrofilia, entre outros
absurdos.
O motivo estaria na ligação que muitas pessoas acabam fazendo
erroneamente, quando vêem os góticos como vampiros; pois há
uma grande confusão por ambos terem gosto pela vida noturna, romantismo mórbido,
a maneira de se vestir, caracterizadas por trajes antigos usados nos filmes. Mas
principalmente porque grande parte dos góticos tem o costume de freqüentar
cemitérios, mesmo durante a noite. Um hábito que pode parecer estranho para quem
não entende, mas que segundo Coruja é muito simples. Nos cemitérios encontra-se
paz. "É um local tranqüilo, onde pode-se escrever poemas, sem barulhos ou
medo de ser assaltado", afirma. Ainda segundo Coruja, o problema de
freqüentar cemitérios está nas pessoas que entram durante a noite para promover
saques, acabando por deixar a culpa nos góticos, que utilizam o local apenas
como fonte de inspiração, respeitando e de certa forma protegendo o cemitério.
Ana Lucia complementa dizendo que "a fixação por cemitérios é maior no
sentido intelectual, por expressarem a arte gótica e principalmente
inspiração", mas Coruja explica e finaliza: "O que é escuridão para a
maioria, é a fonte de criação para os góticos".
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